Saudade bateu forte hoje de manhã.
Chega a ser injusto que, durante os momentos difíceis, enquanto tudo não passava de uma idéia vaga que eu rascunhava em blocos de notas, ela estivesse ao meu lado me ajudando e orientando. Que quando o projeto finalmente tomou proporções grandiosas e ganhou potencial, ela fosse a primeira a saber de tudo e a se empolgar com cada detalhe. Sempre contribuindo com idéias e me ajudando em debates teóricos durante a madrugada.
É injusto que ela mal tenha visto o elenco tomar forma e ensaiar. Pois ela estava tão empolgada com isso quanto eu. Ela não vai participar da campanha pela internet. Ela não vai atualizar o site. E eu não vou poder mostrar pra ela o material que gravamos. Ela não vai ver o making off e não vai ver nenhuma das fotos. Mas seu nome vai estar no crédito. E eu devo muito desse filme a ela.
Onde estiver, meu anjo, sinto saudades. Sinto sua falta. E vou te amar pra sempre!
Beijo enorme, Babs!
Chega a ser injusto que, durante os momentos difíceis, enquanto tudo não passava de uma idéia vaga que eu rascunhava em blocos de notas, ela estivesse ao meu lado me ajudando e orientando. Que quando o projeto finalmente tomou proporções grandiosas e ganhou potencial, ela fosse a primeira a saber de tudo e a se empolgar com cada detalhe. Sempre contribuindo com idéias e me ajudando em debates teóricos durante a madrugada.
É injusto que ela mal tenha visto o elenco tomar forma e ensaiar. Pois ela estava tão empolgada com isso quanto eu. Ela não vai participar da campanha pela internet. Ela não vai atualizar o site. E eu não vou poder mostrar pra ela o material que gravamos. Ela não vai ver o making off e não vai ver nenhuma das fotos. Mas seu nome vai estar no crédito. E eu devo muito desse filme a ela.
Onde estiver, meu anjo, sinto saudades. Sinto sua falta. E vou te amar pra sempre!
Beijo enorme, Babs!
- Mood:
grateful
De tudo um pouco. É isso que temos que esperar quando queremos sair por aí e viver a vida. Um pouco de alegria, um pouco de frustrações, de medo, mas também de farras e novas amizades. Um pouco de felicidade e um pouco diversão. Ninguém tem tudo o tempo todo. O que temos, é sempre de tudo, um pouco. E muitos poucos de mim hoje, são só pensamentos positivos e alegria.
Sonho estranho do dia.
Não sei exatamente como se desenrolou, mas foi algo mais ou menos assim...
Um grupo de pessoas que eu conhecia ou me importava tinha sido raptado e levado pra dentro de um prédio. O prédio era um prédio com a fachada de cimento chapiscado, bem grande e alto. As pessoas que eu deveria salvar (com ajuda de outros conhecidos de quem agora não me lembro) estavam no último andar. Era um prédio feio, sem detalhes "elegantes". As janelas eram grandes janelas de alumínio e em alguns andares haviam uma varanda tosca e nada segura.
Em frente a essa prédio, as minhas costas, havia outro igual. E como eu sabia que as pessoas que devia salvar estavam no último andar, decidi escalar as poucas varandas e janelas pra tentar chegar mais alto. Eu tinha uma arma e sabia que se eu conseguisse um bom posicionamento, podia acabar com tudo.
Comecei a subir com dificuldade, escalando o prédio atrás de mim e deixei o único outro "cara" que restava do meu grupo na parte de baixo esperando sinal pra entrar. Enquanto subia, vi a varanda de um dos primeiros andares do prédio a minha frente. Terceiro andar, se não me engano. Havia uma criança brincando ali e, como eu, ela tentava escalar.
Eu lembro de olhar pra ela. Era uma menina, com pouco mais de 10 anos. Tinha cabelos castanhos e encaracolados. Ela usava um vestido claro. Branco, com estampas. Ela subia e descia em cadeiras e se pendurava na sacada da varanda. Eu fiz sinal pra que ela voltasse e tentei chamar atenção do pai dela que estava dentro da cozinha. Olhei pra cima por um segundo pra ver se tinha como continuar subindo e, quando olhei de volta para a garota, ela estava de pé na mureta da varanda. Tentou fazer algum movimento. Deu errado.
Ela caiu os três andares muito rápido. Eu gritei com meu amigo que estava no térreo, a menina tinha caído no chão, de cara no chão, mas ele não tinha visto pois ela caíra atrás de um pequeno muro. Desci correndo, com cuidado pra não cair também. Lembro das pessoas presas no apartamento que eu deveria salvar estarem gritando e de chegar perto do corpo da menina e ver ele numa situação horrível.
Meu amigo chegou pra falar algo e eu fui "tirado" dali. Depois disso, não lembro o que aconteceu. E nem lembrava de ter sonhado isso até ver a menininha feliz do Bom Dia e Cia na TV.
De vez em quando eu tenho medo dos meus sonhos.
Não sei exatamente como se desenrolou, mas foi algo mais ou menos assim...
Um grupo de pessoas que eu conhecia ou me importava tinha sido raptado e levado pra dentro de um prédio. O prédio era um prédio com a fachada de cimento chapiscado, bem grande e alto. As pessoas que eu deveria salvar (com ajuda de outros conhecidos de quem agora não me lembro) estavam no último andar. Era um prédio feio, sem detalhes "elegantes". As janelas eram grandes janelas de alumínio e em alguns andares haviam uma varanda tosca e nada segura.
Em frente a essa prédio, as minhas costas, havia outro igual. E como eu sabia que as pessoas que devia salvar estavam no último andar, decidi escalar as poucas varandas e janelas pra tentar chegar mais alto. Eu tinha uma arma e sabia que se eu conseguisse um bom posicionamento, podia acabar com tudo.
Comecei a subir com dificuldade, escalando o prédio atrás de mim e deixei o único outro "cara" que restava do meu grupo na parte de baixo esperando sinal pra entrar. Enquanto subia, vi a varanda de um dos primeiros andares do prédio a minha frente. Terceiro andar, se não me engano. Havia uma criança brincando ali e, como eu, ela tentava escalar.
Eu lembro de olhar pra ela. Era uma menina, com pouco mais de 10 anos. Tinha cabelos castanhos e encaracolados. Ela usava um vestido claro. Branco, com estampas. Ela subia e descia em cadeiras e se pendurava na sacada da varanda. Eu fiz sinal pra que ela voltasse e tentei chamar atenção do pai dela que estava dentro da cozinha. Olhei pra cima por um segundo pra ver se tinha como continuar subindo e, quando olhei de volta para a garota, ela estava de pé na mureta da varanda. Tentou fazer algum movimento. Deu errado.
Ela caiu os três andares muito rápido. Eu gritei com meu amigo que estava no térreo, a menina tinha caído no chão, de cara no chão, mas ele não tinha visto pois ela caíra atrás de um pequeno muro. Desci correndo, com cuidado pra não cair também. Lembro das pessoas presas no apartamento que eu deveria salvar estarem gritando e de chegar perto do corpo da menina e ver ele numa situação horrível.
Meu amigo chegou pra falar algo e eu fui "tirado" dali. Depois disso, não lembro o que aconteceu. E nem lembrava de ter sonhado isso até ver a menininha feliz do Bom Dia e Cia na TV.
De vez em quando eu tenho medo dos meus sonhos.
- Mood:
busy
A casa parece estranha e o quarto não parece ser o "meu".
Eu não queria estar aqui.
Não faço questão de estar aqui.
Não pretendo continuar aqui.
E, dito isso, que minha temporada no Brasil seja curta.
Obrigado
Eu não queria estar aqui.
Não faço questão de estar aqui.
Não pretendo continuar aqui.
E, dito isso, que minha temporada no Brasil seja curta.
Obrigado
Três meses.
Essa provavelmente é a última vez que escrevo aqui ainda em solo americano. Próxima vez que eu voltar a esse live journal será, muito possívelmente, para falar de como a viagem foi desgastante e de como é estranho estar em casa. Porém, não querendo antecipar tais posts, acho que vale uma pequena homenagem a esses três meses. Afinal, foi sem dúvida um dos períodos mais importantes da minha vida.
Os amigos que fiz, as situações que vivi. Os traumas, as alegrias. As belezas que vi. As tristezas que senti. A tudo de bom e de pior que Nova Iorque escreveu em mim, eu agradeço. Saio mudado. melhor. maduro. E cada vez mais satisfeito e feliz por ser quem sou.
Deixo aqui muitos amigos. Pessoas boas. Dignas. E que me alegra muito ter conhecido. Deixo contatos. Deixo idéias. Deixo até mesmo, amores. Pela cidade. Pelas pessoas. Pela música, baladas e freevodka! Por essa aura urbana de NY, tão contagiante e sedutora.
Até que volte, sentirei saudade.
Beijos e me desejem boa viagem.
Rick
Essa provavelmente é a última vez que escrevo aqui ainda em solo americano. Próxima vez que eu voltar a esse live journal será, muito possívelmente, para falar de como a viagem foi desgastante e de como é estranho estar em casa. Porém, não querendo antecipar tais posts, acho que vale uma pequena homenagem a esses três meses. Afinal, foi sem dúvida um dos períodos mais importantes da minha vida.
Os amigos que fiz, as situações que vivi. Os traumas, as alegrias. As belezas que vi. As tristezas que senti. A tudo de bom e de pior que Nova Iorque escreveu em mim, eu agradeço. Saio mudado. melhor. maduro. E cada vez mais satisfeito e feliz por ser quem sou.
Deixo aqui muitos amigos. Pessoas boas. Dignas. E que me alegra muito ter conhecido. Deixo contatos. Deixo idéias. Deixo até mesmo, amores. Pela cidade. Pelas pessoas. Pela música, baladas e freevodka! Por essa aura urbana de NY, tão contagiante e sedutora.
Até que volte, sentirei saudade.
Beijos e me desejem boa viagem.
Rick
- Mood:
peaceful
A parte boa de ser ator é que você pode ver os outros trabalhando. Comparar os trabalhos. Ver como eles reagem e se desenvolvem. Quando se é diretor, você não vê ninguém. Ninguém te conta nada. Você descobre tudo sozinho. E sempre acha que tá fazendo errado. Não tem ninguém pra conversar. "É difícil, cara". Parece que você tá indo pra uma reunião do A.A. ou coisa assim. "Meu nome é Sam Mendes e eu sou diretor de cinema!"
Se não fosse pela aversão dele a fotos e um medo quase irracional que ele tem de pessoas, eu diria que esse cara é muito legal. Mas, fala sério QUEM precisa de QUATRO seguranças gigantes só pra ir fazer uma apresentação de um filme?rs Carinha estranho.
Se não fosse pela aversão dele a fotos e um medo quase irracional que ele tem de pessoas, eu diria que esse cara é muito legal. Mas, fala sério QUEM precisa de QUATRO seguranças gigantes só pra ir fazer uma apresentação de um filme?rs Carinha estranho.
- Mood:
creative
Pode falar português, inglês, espanhol ou italiano.
Ruiva, morena ou loira, importante é que seja maior de 21.
Faculdade não é obrigatório, mas é um plus.
Trabalho full-time ou part-time.
As obrigações são dar carinho e atenção. Ir ao cinema e ao teatro. Jantares e viagens podem estar inclusos, mas a principio não vão ser freqüentes. Ligações no meio da noite também podem ocorrer, mas não deve se preocupar com elas.
Valores negociáveis.
Envie uma foto sua e junto com um currículo e uma carta de apresentação.
Não ligar.
Esse não é serviço para iniciantes.
Coloque no e-mail pretensão salarial.
E-mails sem pretensão salarial serão descartados.
Obrigado.
Ruiva, morena ou loira, importante é que seja maior de 21.
Faculdade não é obrigatório, mas é um plus.
Trabalho full-time ou part-time.
As obrigações são dar carinho e atenção. Ir ao cinema e ao teatro. Jantares e viagens podem estar inclusos, mas a principio não vão ser freqüentes. Ligações no meio da noite também podem ocorrer, mas não deve se preocupar com elas.
Valores negociáveis.
Envie uma foto sua e junto com um currículo e uma carta de apresentação.
Não ligar.
Esse não é serviço para iniciantes.
Coloque no e-mail pretensão salarial.
E-mails sem pretensão salarial serão descartados.
Obrigado.
- Mood:
bored
Acho que a grande experiência de se ouvir música é apagar a luz, fechar os olhos e deixar os acordes virem e transformarem você pouco a pouco.Num crescente. Até quase explodir só pra depois voltar tudo ao normal.
http://www.youtube.com/watch?v=ltQB4keI _uQ
http://www.youtube.com/watch?v=ltQB4keI
Hoje, vira pro seu pai, olhe bem para a face desse homem e diga que o ama.
Dê um abraço. Um beijo, e depois volte a seguir sua vida.
Dê um abraço. Um beijo, e depois volte a seguir sua vida.
Os amantes de tecnologia que me desculpem, mas uma das piores coisas que poderia ter acontecido ao Homem é a popularização do MP3. Agora que cada um de nós tem sua própria trilha sonora pra vida, nós não temos mais conversas. Não temos mais diálogos. Pessoas simplesmente transitam juntas, mas separadas por barreiras muitas vezes intransponíveis, criadas por melodias diferentes. Se em meu mundo escuto samba e vc, no seu, escuta Rock, nossos mundos nunca vão se cruzar. A gente nunca vai conversar. E nunca vai se conhecer. E assim, pouco a pouco a vida vai perdendo a graça.