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Babs

  • Oct. 5th, 2009 at 10:57 AM

Saudade bateu forte hoje de manhã.

Chega a ser injusto que, durante os momentos difíceis, enquanto tudo não passava de uma idéia vaga que eu rascunhava em blocos de notas, ela estivesse ao meu lado me ajudando e orientando. Que quando o projeto finalmente tomou proporções grandiosas e ganhou potencial, ela fosse a primeira a saber de tudo e a se empolgar com cada detalhe. Sempre contribuindo com idéias e me ajudando em debates teóricos durante a madrugada.

É injusto que ela mal tenha visto o elenco tomar forma e ensaiar. Pois ela estava tão empolgada com isso quanto eu. Ela não vai participar da campanha pela internet. Ela não vai atualizar o site. E eu não vou poder mostrar pra ela o material que gravamos. Ela não vai ver o making off e não vai ver nenhuma das fotos. Mas seu nome vai estar no crédito. E eu devo muito desse filme a ela.

Onde estiver, meu anjo, sinto saudades. Sinto sua falta. E vou te amar pra sempre!

Beijo enorme, Babs!

De tudo um pouco.

  • Sep. 2nd, 2009 at 11:14 AM
SNL
De tudo um pouco. É isso que temos que esperar quando queremos sair por aí e viver a vida. Um pouco de alegria, um pouco de frustrações, de medo, mas também de farras e novas amizades. Um pouco de felicidade e um pouco diversão. Ninguém tem tudo o tempo todo. O que temos, é sempre de tudo, um pouco. E muitos poucos de mim hoje, são só pensamentos positivos e alegria.

Não sonho mais.

  • Jul. 2nd, 2009 at 12:44 PM
wtf
Sonho estranho do dia.

Não sei exatamente como se desenrolou, mas foi algo mais ou menos assim...


Um grupo de pessoas que eu conhecia ou me importava tinha sido raptado e levado pra dentro de um prédio. O prédio era um prédio com a fachada de cimento chapiscado, bem grande e alto. As pessoas que eu deveria salvar (com ajuda de outros conhecidos de quem agora não me lembro) estavam no último andar. Era um prédio feio, sem detalhes "elegantes". As janelas eram grandes janelas de alumínio e em alguns andares haviam uma varanda tosca e nada segura.

Em frente a essa prédio, as minhas costas, havia outro igual. E como eu sabia que as pessoas que devia salvar estavam no último andar, decidi escalar as poucas varandas e janelas pra tentar chegar mais alto. Eu tinha uma arma e sabia que se eu conseguisse um bom posicionamento, podia acabar com tudo.

Comecei a subir com dificuldade, escalando o prédio atrás de mim e deixei o único outro "cara" que restava do meu grupo na parte de baixo esperando sinal pra entrar. Enquanto subia, vi a varanda de um dos primeiros andares do prédio a minha frente. Terceiro andar, se não me engano. Havia uma criança brincando ali e, como eu, ela tentava escalar.

Eu lembro de olhar pra ela. Era uma menina, com pouco mais de 10 anos. Tinha cabelos castanhos e encaracolados. Ela usava um vestido claro. Branco, com estampas. Ela subia e descia em cadeiras e se pendurava na sacada da varanda. Eu fiz sinal pra que ela voltasse e tentei chamar atenção do pai dela que estava dentro da cozinha. Olhei pra cima por um segundo pra ver se tinha como continuar subindo e, quando olhei de volta para a garota, ela estava de pé na mureta da varanda. Tentou fazer algum movimento. Deu errado.

Ela caiu os três andares muito rápido. Eu gritei com meu amigo que estava no térreo, a menina tinha caído no chão, de cara no chão, mas ele não tinha visto pois ela caíra atrás de um pequeno muro. Desci correndo, com cuidado pra não cair também. Lembro das pessoas presas no apartamento que eu deveria salvar estarem gritando e de chegar perto do corpo da menina e ver ele numa situação horrível.

Meu amigo chegou pra falar algo e eu fui "tirado" dali. Depois disso, não lembro o que aconteceu. E nem lembrava de ter sonhado isso até ver a menininha feliz do Bom Dia e Cia na TV.

De vez em quando eu tenho medo dos meus sonhos.

"Volta pra casa"

  • Jun. 20th, 2009 at 3:50 AM
tempestade
A casa parece estranha e o quarto não parece ser o "meu".

Eu não queria estar aqui.

Não faço questão de estar aqui.

Não pretendo continuar aqui.

E, dito isso, que minha temporada no Brasil seja curta.

Obrigado

Lá e de volta outra vez.

  • Jun. 17th, 2009 at 4:19 AM

Três meses.

Essa provavelmente é a última vez que escrevo aqui ainda em solo americano. Próxima vez que eu voltar a esse live journal será, muito possívelmente, para falar de como a viagem foi desgastante e de como é estranho estar em casa. Porém, não querendo antecipar tais posts, acho que vale uma pequena homenagem a esses três meses. Afinal, foi sem dúvida um dos períodos mais importantes da minha vida.

Os amigos que fiz, as situações que vivi. Os traumas, as alegrias. As belezas que vi. As tristezas que senti. A tudo de bom e de pior que Nova Iorque escreveu em mim, eu agradeço. Saio mudado. melhor. maduro. E cada vez mais satisfeito e feliz por ser quem sou.

Deixo aqui muitos amigos. Pessoas boas. Dignas. E que me alegra muito ter conhecido. Deixo contatos. Deixo idéias. Deixo até mesmo, amores. Pela cidade. Pelas pessoas. Pela música, baladas e freevodka! Por essa aura urbana de NY, tão contagiante e sedutora.

Até que volte, sentirei saudade.

Beijos e me desejem boa viagem.
Rick

Sam Mendes

  • Jun. 5th, 2009 at 2:47 PM
astonishing
A parte boa de ser ator é que você pode ver os outros trabalhando. Comparar os trabalhos. Ver como eles reagem e se desenvolvem. Quando se é diretor, você não vê ninguém. Ninguém te conta nada. Você descobre tudo sozinho. E sempre acha que tá fazendo errado. Não tem ninguém pra conversar. "É difícil, cara". Parece que você tá indo pra uma reunião do A.A. ou coisa assim. "Meu nome é Sam Mendes e eu sou diretor de cinema!"


Se não fosse pela aversão dele a fotos e um medo quase irracional que ele tem de pessoas, eu diria que esse cara é muito legal. Mas, fala sério QUEM precisa de QUATRO seguranças gigantes só pra ir fazer uma apresentação de um filme?rs Carinha estranho.

Procura-se Namorada

  • Jun. 3rd, 2009 at 2:25 AM
SNL
Pode falar português, inglês, espanhol ou italiano.
Ruiva, morena ou loira, importante é que seja maior de 21.

Faculdade não é obrigatório, mas é um plus.

Trabalho full-time ou part-time.

As obrigações são dar carinho e atenção. Ir ao cinema e ao teatro. Jantares e viagens podem estar inclusos, mas a principio não vão ser freqüentes. Ligações no meio da noite também podem ocorrer, mas não deve se preocupar com elas.

Valores negociáveis.

Envie uma foto sua e junto com um currículo e uma carta de apresentação.

Não ligar.
Esse não é serviço para iniciantes.
Coloque no e-mail pretensão salarial.
E-mails sem pretensão salarial serão descartados.

Obrigado.

Jun. 2nd, 2009

  • 12:25 AM
serenity
Acho que a grande experiência de se ouvir música é apagar a luz, fechar os olhos e deixar os acordes virem e transformarem você pouco a pouco.Num crescente. Até quase explodir só pra depois voltar tudo ao normal.

http://www.youtube.com/watch?v=ltQB4keI_uQ

May. 20th, 2009

  • 2:01 PM
serenity
Hoje, vira pro seu pai, olhe bem para a face desse homem e diga que o ama.
Dê um abraço. Um beijo, e depois volte a seguir sua vida.

All WE need is love

  • May. 20th, 2009 at 2:27 AM

Os amantes de tecnologia que me desculpem, mas uma das piores coisas que poderia ter acontecido ao Homem é a popularização do MP3. Agora que cada um de nós tem sua própria trilha sonora pra vida, nós não temos mais conversas. Não temos mais diálogos. Pessoas simplesmente transitam juntas, mas separadas por barreiras muitas vezes intransponíveis, criadas por melodias diferentes. Se em meu mundo escuto samba e vc, no seu, escuta Rock, nossos mundos nunca vão se cruzar. A gente nunca vai conversar. E nunca vai se conhecer. E assim, pouco a pouco a vida vai perdendo a graça.

New Apartment

  • May. 16th, 2009 at 9:02 PM
ciclope
Enquanto não aparece um apartamento decente pra dividir com o Ben, meu amigo australiano, vagou um quarto no apErtamento onde a Júlia mora.

Semana que vem me mudo pra lá.

Sunday Morning

  • Apr. 26th, 2009 at 11:51 AM

A cabeça ainda doí um pouco, misto de cansaço e ressaca. Dormir menos de duas horas e levantar sorrindo pra ir ao trabalho é uma arte que poucos conseguem. Mas sorrir quando você descobre que não precisa ir mais trabalhar, ai sim, é bom pra caramba.

Ontem fui a primeira real boate americana. A primeira realmente boa. Com direito a mulheres semi-nuas dançando em poles. Algumas eram pagas pela boate, algumas simplesmente enchiam a cara e resolviam tirar a roupa. Lugarzinho interessante.

Fui com a Júlia e a Thainá, duas amigas que fiz aqui. Elas conheciam um promoter da festa que colocou a gente pra dentro. Paguei 20 dolares só pra não ficar com peso na consciencia, pq levei o Doc e o Ben comigo. Mas lá dentro? Bebida liberada, com garrafa de vodka e redbull em cima da mesa o tempo inteiro. Eu, que depois do último porre tinha decidido parar de beber, resolver fazer uma exceção pra ontem, afinal, era tudo do bom e do melhor DE GRAÇA!

Fomos expulsos da boate as 4:30 da manhã. Pq aqui isso é normal. Boate tem hora pra acabar. Depois, bebados, rodamos até achar um canto pra comer. Interessante.

Cheguei em casa e Deus tinha decidido começar os trabalhos de domingo e o Sol já tava brilhando no céu. Porque??? Bem.. acho que não chamaram o cara pra festa e ele resolveu colocar o Sol mais cedo só de sacanagem. Dormi 2 horas e acordei pra ir gravar. Mas parece que não precisavam de mim, so... fiquei por aqui esperando a Monica ligar pra eu ir gravar o filme dela. Enquanto isso a cabeça parar de doer e eu, com sorte, posso até fazer foco!rs

Apr. 25th, 2009

  • 9:40 AM
astonishing
Oito e quarenta da manhã de sábado. Já estou acordado há algum tempo, esperando dar o horário combinado pra descer com o equipamento e começar as filmagens do meu último filme pela NYFA.

Vou sentir falta...

Vamo que vamo.

Almost There

  • Apr. 19th, 2009 at 2:36 PM
tempestade
Seguindo na maré de bons acontecimentos e sorte estupenda, ontem fui rodar meu segundo filme. Para esse filme, tinha reservado um sábado, pra poder contar com uma atriz diferente dessa vez e, principalmente, uma atriz brasileira a quem eu pudesse dirigir com mais facilidade.

Saímos da NYFA já atrasados, a câmera apresentou alguns pequenos problemas e eu tentei trocar e pegar uma outra. Não deixaram. Qualquer amante fundamentalista de cinema vai ter um treco quando me ler dizendo que prefiro gravar com câmeras digitais. Mas essa é a verdade, elas são mais fáceis, mais seguras, mais ágeis. Mas eu não tinha uma digital. Tinha uma câmera de 16mm feita na Alemanha Ocidental na década de 60.

A locação escolhida ficava no Brooklyn, era uma espécie de calçadão, alguns bons 10 metros acima do pier e com uma maravilhosa vista pra Manhattan que, no dia de sol maravilhoso que fazia ontem, estava deslumbrante. Tudo que eu precisava pra rodar meu primeiro filme.

Na divisão de grupos de ontem, eu dei sorte e a Núria (a espanhola que praticamente já tem um fã clube no meu orkut) ficou no meu. O que foi ótimo. Ela, como eu, trabalha na área, conhece todo o procedimento do mundo real. Então tocamos tudo pra que fosse o mais rápido possível. E realmente seria... se a câmera ajudasse.

Ela, que já tinha dado problemas na faculdade, resolveu parar de mostrar o contador e eu não tinha como saber quanto rolo tinha. Mas não podia abrir a câmera pro caso de realmente ter algo lá dentro, expor a luz e perder todo o material. Metade das coisas que fizemos, não foi.

Trocamos o rolo pra refazer esses planos. Mas foi então que a câmera quebrou de vez. Um rolo inteiro desperdiçado lá dentro. Quase tive um treco quando ela estalou no meu ouvido e eu ouvi o filme sendo triturado. Lá se ia meu segundo rolo.

Já as cinco da tarde, com o sol caindo e com a possibilidade da câmera comer meu terceiro e ultimo rolo, encerrei a gravação e voltei pra faculdade pra pedir novo dia, nova câmera e novos rolos. Quarta feira, se tudo der certo, gravo de novo.

Não sei se vou ter minha atriz. Não sei se vou ter a Núria pra ajudar. Nem meu vizinho pra fotografar todo o resto. Mas gosto de dirigir. Tenho consciência de que fiz um bom trabalho. E realmente confio que posso repetir tudo e fazer de novo. Só espero dessa vez não ter mais má sorte. Porque tá realmente complicado.

Intuição

  • Apr. 18th, 2009 at 1:33 AM

Canta uma canção bonita falando da vida em ré maior Canta uma canção daquela de filosofia e mundo bem melhor Canta uma canção que agüente essa paulada e a gente bate o pé no chão Canta uma canção daquela, pula da janela, bate o pé no chão Sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não Sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão Canta o que não silencia, é onde principia a intuição E nasce uma canção rimada da voz arrancada o nosso coração Como sem licença, o sol rompe a barra da noite sem pedir perdão Hoje quem não cantaria, grita a poesia e bate o pé no chão Sem o compromisso estreito de falar perfeito, bate o pé no chão Sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão Canta uma canção bonita falando da vida em ré maior Canta uma canção daquela de filosofia, é mundo bem melhor Canta uma canção que agüente essa paulada e a gente bate o pé no chão http://www.mp3tube.net/musics/Oswaldo-Montenegro-Intuicao/58054/

Just do it

  • Apr. 10th, 2009 at 7:51 PM
ciclope
Rick diz:
to cogitando MUITO seriamente a idéia de ficar por aqui, sabe
Safira, diz:
vc sempre tem essas idéias malucas HSAIUSHUIAS


Pois é. Eu sempre tenho essas idéias malucas.

Quando toda minha turma de colégio se dividiu entre direito, medicina e engenharia, eu fui fazer cinema.

Quando minha turma de cinema decidiu fazer curta metragens, viver em bares e amar a arte acima de tudo, eu fui trabalhar com televisão.

Quando a minha turma de televisão começou a alcançar algum respeito dentro da empresa deixando de ser "a garotada", eu disse "Promovam outro. Tchau e benção, to indo pra NY".

E aqui, quando a minha turma decidir fazer alguma coisa, muito provavelmente eu farei diferente de novo...

OU NÃO.

Apr. 2nd, 2009

  • 7:47 PM
SNL
Comics Shops em NY são mais divertidas na parte da manhã...

Despedida

  • Mar. 16th, 2009 at 7:28 PM
SNL
Pessoas,

Como todo mundo já sabe, semana que vem eu to indo para os Estados Unidos passar uns meses por lá. E, pra não deixar em branco, resolvi fazer uma despedida com vocês.

Então, meninos e meninas, Sábado pretendo encontrar todos vocês no Hard Rock Café. Vai ter show da banda Playmobille (www.playmobille.com.br) e depois, pista normal.

Quero encontrar todos vocês lá.

Vou estar no Downtown por volta de umas 21h e de lá, sigo pro show.
Meu telefone continua o mesmo, 82361016.

Confirmem por aqui ou por e-mail.

Beijos e abraços.
Rick

The Corrs

  • Mar. 8th, 2009 at 1:22 AM

Hoje me reencontrei com as meninas do The Corrs.
SNL
Não raro esse LiveJournal tem se transformado num Diário de Bordo, por isso acho que tratá-lo assim é muito válido. Quem sabe não mudo o layout e o nome dele qualquer hora? Tratando disso, é hora de tentar relatar um divertidíssimo (e inusitado) final de semana que tive na capital Argentina.

Já passava das nove quando meu telefone tocou. Era meu fiel amigo e companheiro de aventuras, Alan. De férias, tinha voltado pro Rio há dois dias e me retornava uma ligação para colocarmos o papo em dia. Como o papo não era a única coisa pendente, resolvi cobrar uma viagem a São Paulo que vínhamos combinando de fazer mas que de fato nunca acontecia. Ele topou. Estava então decidido que iríamos viajar no final de semana.

Porém, enquanto caçávamos as melhores passagens para fazer a ponte aérea RioXSãoPaulo, uma promoção da Gol chamou atenção. Rio X Buenos Aires a um preço super convidativo. Como esse era um destino que eu sempre quis conhecer, e o Alan, tendo conhecido, queria voltar, não hesitamos e partimos para a capital Argentina.

Compramos um vôo que saía daqui do Rio às 6 da manhã. Isso significou ir pra casa do Alan e praticamente não dormir. Chegamos ao aeroporto pouco depois das cinco. Os dois com cara de sono, com fome e mochilas pesadas nas costas. Fomos pra Guarulhos em aviões diferentes. Não entendo muito bem a lógica de se ter dois vôos saindo do mesmo aeroporto, e indo pro mesmo lugar, na mesma hora. Lógico ou não, fomos eu num vôo e ele no outro. Deu tudo certo, e as sete da manhã; já estávamos em Guarulhos.

Foi nessa hora que a fome começou a apertar. Tinhamos saído da casa dele de madrugada, ainda escuro. Não tínhamos comido nada e precisávamos nos alimentar. Até porque o terrorismo alheio me fazia crer que eles não sabem fazer um simples bife na Argentina. Um certo exagero, eu diria.

As oito, depois de já ter passado no McDonalds e tudo mais, decidimos entrar na sala de embarque. E descobrimos que é possível se divertir ainda mais esperando do que viajando de fato.

A equipe de solo da Gol funciona de maneira estranha. Enquanto não tem vôo pra ser embarcado, o balcão da empresa parece concurso de Miss. É um monte de mulher desfilando de um lado pro outro. Chegamos a contar 9 mulheres. Quando liberaram o embarque... bem, só tinha uma. Aonde as outras 8 se esconderam é um mistério. Mas que foi divertido vê-las procurar por um tal de Sr. Rubens que atrasou e MUITO um vôo pro Chile, foi.

Não tenho o que falar da viagem pra Argentina. Eu literalmente dormi e acordei em Buenos Aires. Estava exausto e o vôo vazio. Então, cada um deitou em uma fileira e pronto.

Ai começaram as filas. Pq na Argentina as pessoas adoram fazer filas. É fila pra sair do avião. Pra pegar bagagem. Pra passar na alfândega. Até pra pegar táxi tinha fila. Coisa que a gente ignorou e resolveu ir tentar a sorte. Conseguimos um motorista de “Remis” que nos levou até o centro. Além de simpático o tiozinho ainda levou a gente num hotel super bacana. E consideravelmente em conta. Ficamos por lá mesmo.

O “veio” dono do hotel era outro tiozinho gente boa. Tudo bem, o cara tava mais interessado em saber com quantas ‘chicas’ iríamos agarrar. Mas até ai, tadinho... o veio tava na saudade, né. Ele nos ensinou a ver o Mapa de Buenos Aires que, por algum motivo muito português, foi impresso de maneira errada na folha. E nos indicou a estação de metro que deveríamos pegar pra chegar em tudo que é canto. Óbvio que, quando viramos a esquina já tínhamos esquecido. E que entramos na primeira estação de metro que a gente viu. E que, lógico, fomos parar no lugar errado.

O metro lá é algo super interessante e que, com certeza, valeria um post a parte. O trem não era algo que se adaptaria ao calor do verão carioca. Já imaginaram trem sem ar condicionado? Que anda de janela aberta? Pois é.rs

Depois de retomar o rumo certo, chegamos a Plaza de Mayo. Fotografamos a sede do governo argentino e eu, besta, fui entrando felizão num prédio rosa sem nem me dar conta de qual era!rs Quando percebi onde eu tava, já tinha um guardinha vestido todo frescamente vindo falar comigo. Mas o local tava aberto a visitação, então ele tava convidando a gente pra um tour. Eu não entendi NADA do que o cidadão dizia. Mas foi divertido.

Dali, fomos pra Puerto Madero. A pé por que éramos turistas pobres. E lá encontramos todos os outros turistas que estavam na Argentina. Desde a família tailandesa que tentava tirar foto a uns setenta ingleses adolescentes que lotavam a sorveteria e tornavam qualquer compra no local impossível. Andamos mais e mais e mais e mais. E quando tirar foto do Puerto não tinha mais graça, resolvemos ir pro hotel tomar um banho e nos preparar pra sair, afinal, já eram quase nove da noite.

Depois do banho eu dormi feliz da vida. E já tava morgando quando me toquei do que tava fazendo, pulei da cama e decidi que ia sair. Alan, fiel escudeiro, acompanhou no ato. Saímos, tronchos, mas saímos. Fomos pra Recoleta, um dos bairros boêmios deles. Vimos vários barzinhos, alguns inferninhos e uma boate. Sahara. Ficamos lá até as seis da manhã e me arrisco a dizer que saímos cedo.

Domingo, com cara de sono e exausto, fui acordado pelo meu já não mais tão fiel amigo assim. Eram onze horas quando o moleque decidiu que queria ir ver a cidade. Xingando muito, fui bancar o turista junto com ele. Vimos uma manifestação na porta do congresso. Cristina Kitchner tinha estado ali coisa de meia hora antes. E, pra quem não viu o Monobloco desfilar na praia de Copacabana, bem ,nós vimos, os manifestantes batendo tambor e improvisando umas musicas. Não era nenhuma bateria de escola de samba, mas foi divertido rir dos caras. Foi nessa altura que concluímos que, já que ninguém nos entendia mesmo, a gente podia falar mal de todo mundo, na cara deles. Rimos pacas.

Pegamos metro e fomos rodar o centro de Buenos Aires. Rodamos o centro todo. Sem exagero. Cruzamos todo o centro vendo lojas, lojas, lojas, gente estranha, lojas, gente bonita, mais lojas. E, depois de cruzar todo o centro e concluir que já estávamos quase no estádio do Boca, decidimos ir assistir ao jogo do domingo. Boca e Huricanes.

Pedimos ajuda a um guarda pra saber como era o melhor meio de chegar ao estádio e ele aconselhou encontrar com os torcedores do boca dois quarteirões de onde estávamos e seguir com eles. Brasileiros, pensamos que isso ia ser uma MEGA furada. Cariocas metidos a besta que somos... fomos assim mesmo.

Pegamos o ônibus, n° 64, que nos deixaria a duas quadras do estádio. Só que, ao entrar no ônibus descobrimos que o transporte publico de lá não conta com trocadores. Você deposita as moedas numa maquina e ela emite um ticket. Quem disse que nós tínhamos moedas? Pois é. Quando já estávamos pra descer do ônibus, dois torcedores do Boca, uniformizados, com bebidas mãos e tudo mais, tiraram umas moedas do bolso e PAGARAM nossas passagens. Se meu respeito pelos Argentinos e sua educação já estava grande, nesse momento ele foi nas alturas! Alguém imagina a torcida do Flamengo fazendo isso? Ou a do vasco? Até mesmo a do fluminense? Se isso fosse no Brasil, hoje seriamos capa de jornal com a manchete “Turistas desaparecidos”. Lá? Lá não! Lá eles pagam sua passagem, te levam até o estádio e ainda são simpáticos.

O estádio, por sinal , foi construído pra ser um galinheiro mesmo. Mal da pra ficar em pé na arquibancada, quanto mais esperar que todo mundo vá conseguir sentar. Mas isso é algo que eles não fazem muito mesmo. A maior parte da torcida passa o jogo inteiro cantando umas musicas que eles repetem dez mil vezes. Uns, nem ao menos olham o jogo. Mas vira e mexe você ouvia da torcida um “TOCA A BOLA!” ou “TIRA! TIRA!”. Daí era só olhar pra trás pra achar outro brasileiro perdido na torcida do Boca.

Saímos do estádio debaixo de um temporal monstruoso. Levou um tempo até algum taxista parar pra gente. Graças a nossa boa sorte, foi dois minutos antes de começar a chover granizo. Encharcados e muito animados, descemos no meio da praça do congresso (nem lembro porque) e fomos andando pro hotel. Onde tomamos banho e saímos pra comer. Cansaço é pros fracos.

Como a noite anterior na Recoleta tinha sido ótima, decidimos voltar pro mesmo bairro e ver no que ia dar. Furada. Ou pelo menos aquela hora da noite. Era por volta de meia noite e o local estava vazio. Comemos uma pizza e decidimos ir para Palermo.

Achamos uma boate muito “bem freqüentada”rs. Mas decidimos entrar assim mesmo. Ficamos por ali coisa de uma hora, uma hora e meia. Depois a boate encheu. De gente e de água. Por que a chuva forte tinha voltado a cair e estava inundando todo o primeiro andar do local. Depois de rir muito da coisa, a gente decidiu ir embora.

Segunda feira. Dia de trabalho. E dia de caçar o que fazer. A gente não tinha exatamente uma noção do que iríamos fazer. Então fomos até um dos mapas do metro e procurou algum museu que desse pra ir sem ter que pegar táxi. Achamos um na linha 3. E depois de algumas baldiações, chegamos ao Parque Centenário. Tinha um museu lá. Pelo menos era o que diziam as placas e os mapas. A gente só não achou. Mas achamos muito divertido encontrar uma equipe de filmagem por lá e ficar vendo como os caras trabalham na Argentina.

Na hora do almoço, já cansados de hambugers e pizzas, decidimos experimentar a culinária local. Sem mérito algum, na pura sorte – e na busca de preços baixos – achei uma padaria perto do metro que tinha almoço E AR CONDICIONADO (que naquele momento era o mais importante). Entramos e pedimos o tradicional “Bife de Chorizon con purê de papas”. DELICIOSO.

Caminhamos mais e pegamos o metro pra ir até Palermo de novo. Da ultima estação de metro até Palermo são quase dez quadras. Mas como a norma era economizar, fomos andando mesmo! Afinal, as avenidas deles foram feitas com ótimas calçadas para quem quiser ir andando. Com direito a bebedouros públicos no meio da calçada. Bons bancos e arvores para descansar (ignoramos tudo isso e simplesmente andamos mesmo).

Depois de ver os belos prédios de Hollywood Palermo, decidimos ir a Soho Palermo. No mapa parecia um lugar bem interessante, então fomos. O taxista nos deixou na porta da boate que tínhamos ido na noite anterior. Depois de rir um bocado, decidimos atravessar a rua e sentar num dos cafés do bairro pra ficar vendo a tarde (e las chicas) passarem. Ótimo programa.

Até que resolvemos andar mais um “pouco”. Chegamos a uma outra praça e o som de uma partida de futebol chamou nossa atenção. Começamos a ver um jogo, mas logo o jogo no campo do lado ficou mais interessante. Era futebol feminino E MUITO BEM JOGADO. Dos seis campos que tinham na praça, o melhor jogo era o das meninas. Ficamos lá até escurecer e, quando elas foram embora, fomos junto.

Achamos um shopping onde fizemos uma hora na maravilhosa loja da Sony, e depois fizemos todo o longo caminho de volta. No hotel, já tendo experimentado a culinária argentina, resolvemos voltar para Puerto Madero para ir a um dos restaurantes chiques. Siga la Vaca foi a opção. Uma churrascaria que no primeiro momento impressionava. $55 Pesos por pessoa parecia um absurdo pra gente. Até que começamos a ler o que vinha:

Buffet de carnes liberados
Batata frita e Purê liberados
Mesa de frios a vontade
Um litro de refrigerante/ água / cerveja ou vinho por pessoa
E MAIS uma sobremesa grátis

Diante tanta coisa, entramos ali e não tinha nada que nos fazia largar o prato. Principalmente porque, eles tinham arroz lá!!! Ainda fizemos amizade com o pequeno João. Niño de 2 anos que estava comemorando o aniversário lá. O moleque peste!rs

Depois do longo jantar, ainda caçamos alguma coisa pra fazer, mas segunda feira é morta em quase todos os cantos do mundo, por isso voltamos pro hotel. No caminho de volta, achamos um bar na esquina do congresso. Umas mesinhas na calçada e uma musica interessante. Paramos por ali pra um último suco e voltamos pro hotel depois.

Terça foi dia de passear de novo pela Calle Florida e ver umas ultimas compras e de, principalmente, passar horas tentando voltar para o Brasil. A vontade daqui de nos negar era tanta que fomos obrigados passar pela alfândega em São Paulo E no Rio!rs Saímos de Buenos Aires as 15:30. Chegamos no Rio as 22:00. Viagem foi cansativa, foi. Mas foi ótima. Rimos horrores. Fizemos muita bagunça no aeroporto e no avião pro Rio e ainda nos deixaram conhecer a cabine!rs

Agora, em casa, é desfazer as malas e esperar pela próxima.

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